segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Closer - Perto Demais


Sempre quis fazer um post sobre o filme Closer, mas não sei exatamente o porque ele nunca saiu! Então, aproveitei que o assisti o filme ontem pela milésima vez, e resolvi começar escrever. Bom, Closer – Perto Demais, é um dos meus romances preferidos, primeiramente por ele ser diferente dos outros romances, que geralmente abordam “aquele amor” que todos sonham em viver, Closer por outro lado mostra de maneira nua e crua a real problemática e os dilemas que existem nos relacionamentos. Me fazendo lembrar muito Nelson Rodrigues, com o seu “A vida como ela é”.

Ao som da belíssima canção The Blower's Daughter de Damien Rice, o longa se inicia. Na primeira cena, o olhar do sonhador e jornalista Dan (Jude Law) se cruza com de uma menina desconcertante, a stripper Alice (Natalie Portman). Os dois se conhecem de forma incomum e são atropelados pela paixão. Num segundo momento, Dan conhece Anna (Julia Roberts), uma fotografa, por quem se sente atraído. Anna a princípio tenta não retribuir a investida de Dan, pois fica sabendo do relacionamento dele com Alice. O tempo passa e Dan continua obcecado por Anna. Dan em uma brincadeira na internet acaba dando uma de cupido e aproximando Anna e Larry (Clive Owen), que no decorrer da história acabam se casando.

Durante um vernissage de Anna, na qual Dan, acompanhado de Alice, faz-se presente, os quatro personagens passam a se conhecer. Deste ponto em diante o filme desenrola-se com o rompimento dos dois casais (Dan e Alice, Larry e Anna), devido ao envolvimento de Anna e Dan. A partir daí que o filme brilha. O diretor exibe a humanidade de seus personagens, a maneira como eles lidam com a dor, o medo, a traição, o orgulho e a solidão.


É visível a maneira como os personagens buscam a si mesmo através do amor. Buscam algo que não sabem ao certo o que é, então, equivocam se, usam uns aos outros, se mostram ao mesmo tempo, frágeis e cruéis, belos e patéticos, e nunca se dão por satisfeitos, contrariando seus próprios desejos. E é aí que o mito transformado do amor cai por terra, nesse caso o amor mais subtrai do que soma.

Os diálogos são fantásticos, fortes e diretos, denotando a verdade de cada personagem. Ainda sim, a extrema sinceridade das personagens não resulta em sabermos exatamente quem elas são e o que sentem. É preciso olhar com atenção, para sentirmos mesmo se o que dizem é para punir, se vingar, provocar ou simplesmente dizer o que vem à cabeça.

Closer - Perto Demais é de uma qualidade sem tamanho, mas como disse acima, ele é diferente dos romances que todos estão acostumados a ver (por ser duro, real e não descer redondo). Então, não busque mocinhos e bandidos, ou final feliz. O filme apenas desenha um painel irretocável das relações humanas nos últimos tempos de maneira constrangedora, triste e levemente amarga. Creio que este não seja um filme para qualquer público. Mas mesmo assim é preciso reconhecer o trabalho de Mike Nichols, por esta belíssima obra e por estar perto demais da realidade.

12 comentários:

  1. Nossa, uma análise crítica muito bem escrita.Não sei se importa, mas minha análise é essa: Não gostei do filme.

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  2. Lindona,
    que bom que gostou :)

    busque mesmo pela Márcia, ela tem umas publicações:

    Espelhos (2003); Um Tolo Desejo de Azul (2003); Olhares/Miradas (2004); Em Queda Livre (2005) e Cotidiana e Virtual Geometria (2008).

    Por aí você deve encontrar algum desses.

    Beijo de poesia.

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  3. Filme perfeito, apesar do final não muito feliz... Também perdi a conta de quantas vezes assisti.

    Beijo!

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  4. Retornou com tudo amiga.

    Lindo post.

    Beijosss

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  5. Vou ver, só porque você é foda, indicando filmes...
    Beijos

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  6. Ain, eu estou morrendo de vontade de rever esse filme, talvez eu compre o dvd. Confesso que a primeira vez que vi, logo na estréia não curti muito mas na segunda entendi melhor os sentimentos dos personagens e os vai e vens da história. AMO a Natalie Portman, ela está incrível nesse filme.

    beijos

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  7. Lembro muito bem do estardalhaço que esse filme fez na época.

    Eu não assisti ele no cinema, na época eu vi ele pirata [era um cara sujo e gostava dessa tipo de mídia, hj estou mais evoluido e aboli a pirataria da minha vida]

    Gosto muito do Personagem do Clive Owe...gosto da maneira que ele atua, e seu estilo grosseiro.Concordo com vc sobre os dialogos o diretor fez tudo o mais real possível.

    Vou a locadora e vou alugar esse filme, pq mudei bastante.

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  8. Eu não canso de assistir esse filme.... é fantástico!
    Beijos meus

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  9. Fantástico o post! Gosto demais desse filme, e concordo com o que disse sobre os diálogos, acho que eles são o que tem de mais incrivel nesse filme.

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  10. Nossa eu gostoooooo mtoo desse filmeeeeeeeeeeee, na primeira vz q assisti fiquei meio confusa, mas ameiiii é um filme diferente q não aborda a fantasia de um amor de "cinema"...
    Beijão!

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  11. Não vi o filme e imagino, pelo que você conta, que não faz meu gênero. Mas o seu texto é coisa de profissional. Imagino que você é muito jovem, o que torna ainda mais raro esse texto tão maduro e bem desenvolvido.
    Parabéns, menina.

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  12. Carol, eu tenho paixão por esse filme também! Praticamente uma reunião dos meus atores favoritos, diálogos fantásticos, muito verdadeiros e... Jude Law <3 Tô louca pra pegar meu dvd e assistir de novo! Um beijo :*

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